quinta-feira, 28 de março de 2019

“Não é bom misturar família com política”. Pedro Rebelo de Sousa Sousa, irmão de Marcelo Rebelo de Sousa, é também um "imperativo" “Acredito que já tenho um currículo, para além da Caixa” - "Não estou a minorar, mas a dizer aquilo que ele é. O cargo de administrador não executivo da CGD está como o cargo de chairman da Zon, ou administrador não executivo da Brisa.


J. Luis Marques  Marcelo comenta nomeação do irmão para a CGD > Política > TVI24



NOMEADO POR PASSOS COELHO E PAULO  PORTAS   - O Correio da Manhã, AVANÇAVA A NOTICIA EM PRIMEIRA MÃO, em  22/07/2011  DIZENDO  SABER  “que o advogado Pedro Rebelo de Sousa, irmão do comentador Marcelo Rebelo de Sousa, vai ser um dos 11 novos administradores da Caixa Geral de Depósitos (CGD).  Irmão de Marcelo Rebelo de Sousa nomeado administrador da Caixa ...


Mais importante que as nomeações, são os comportamentos e as atitudes - Se as pessoas forem competentes, qual razão porque deverão ser impedidas para ocuparem cargos políticos? - Veja-se o que se passa nas câmaras municipais da Província: onde geralmente só são admitidas as pessoas da confiança do partido que tem o poder - E, nas empresas, sejam dos media ou outras,  geralmente só quem demonstrar que  está em sintonia com a cor do patrão, é que arranja emprego os da sua confiança politica 


"Não é bom misturar família com política”.

8/3/2019, 16:35337  Não é bom misturar família com política”. Palavras de Marcelo Rebelo de Sousa, Presidente da República, que comentou esta quarta-feira ao Expresso a quantidade de casos de familiares socialistas nomeados para cargos políticos. Marcelo nasceu e cresceu no meio político, filho do subsecretário de Estado da Educação Nacional de António Oliveira Salazar e, anos mais tarde, nomeado por Marcello Caetano (que esteve para ser padrinho do seu filho primogénito Marcelo) governador-geral de Moçambique. A sua vida fez-se sempre na política, dirigente do PSD, deputado da Assembleia Constituinte, secretário de Estado e ministro do Governo de Francisco Pinto Balsemão e líder do PSD. E a sua família, acabou por ter também ligações a cargos públicos ou de nomeação política? https://observador.pt/2019/03/28/nao-e-bom-misturar-familia-com-politica-e-a-de-marcelo/

NA EXTENSA ENTREVISTA, CONCEDIDA AO DINHEIRO VIVO, PEDRO REBELO DE SOUSA, EXPLICA O SEU PERCURSO E OS CARGOS QUE OCUPOU- De uma forma frontal e “hiperativa”.


Irmão do Presidente  Marcelo, mais de que muito ativo, é um imperativo  - Diz uma entrevista concedida, a Sílvia de Oliveira,    ao suplemento  do DN, Dinheiro Vivo, em 16-09-2011

Hiperactivo assumido, Pedro Rebelo de Sousa conta histórias à velocidade dos seus dias. Uma entrevista é pouco. Só pára entre as seis e meia e as sete da manhã, para ler e rezar. E nadar. A seguir, é o frenesim, que piorou desde que foi para a administração da Caixa. O advogado só deixou uma pergunta sem resposta.

(…) na minha vida, julgo que não posso dizer que tenha tido muitos insucessos, mas tive casos, situações com que tive que lidar, pessoais e profissionais, que não foram sucessos e onde aprendi imenso. O sucesso, por definição, de forma reiterada, acaba até por criar um certo comportamento, por vezes, irracional. Pode contar-nos um insucesso com o qual tenha aprendido? Sim. Apostei na Fundação Luso-Brasileira, fui da comissão instaladora com o António Alçada Baptista. E a ideia era tentar fazer uma fundação luso-americana, uma FLAD para o mundo da língua portuguesa. E a verdade é que arranjámos recursos, conseguimos coisas notáveis, mas depois não conseguimos concretizar o projecto do Niemeyer, que era na Quinta dos Alfinetes, junto à Expo. 

(…) Voltando atrás, aos seus dias, o que é que já fez hoje? Eu acordo entre as seis e meia e as sete. A manhã é o meu período de total reflexão/contemplação, não tenho outro. Entre as seis e meia e as oito, tenho a possibilidade de fazer duas coisas: ler e rezar. Sou crente. As minhas orações não são necessariamente orações no sentido convencional de mera repetição de uma oração, são reflexões, leituras. Acabei de ler o último livro do Padre Tolentino. E nado. Apesar de ser Touro, sinto-me muito bem na água. 
(…) Porque é depois de tantos anos fora, decidiu, há 20 anos, voltar para Portugal? Fui convidado pelo professor Cavaco para privatizar o Banco Fonsecas & Burnay, um processo que acabou dois anos depois, com o banco a ficar para o BPI. Voltei para Portugal porque, em primeiro lugar, não queria os meus filhos, que estavam naquela idade do secundário, americanos

Mais dois anos de banca. Sim, estive dois anos como presidente do Fonsecas & Burnay. Nós lá fora criticamos muito, e eu achei que quando o professor Cavaco me convidou para ganhar exactamente o que era uma fracção muito simbólica do que eu ganhava nos Estados Unidos – o salário do presidente do Banco Fonsecas & Burnay [em 1990] era 430 contos brutos [cerca de 2150 euros] -, aproximadamente o que ganhava a minha secretária, isto significava um sacrifício. Mas depois da conversa com o professor cavaco e com o dr. Miguel Cadilhe, percebi que queriam que os que estavam fora voltassem e dessem testemunho da mudança. Pensei porque não, tinha feito privatizações noutros países, estava a trabalhar no âmbito da América Latina. Quarta razão: a minha família separou-se, os meus pais foram para o Brasil depois da revolução. O meu pai tinha uma função governativa no anterior regime e eu acabei por ir para o Brasil também. E eu senti que a única forma de nos juntarmos todos era regressarmos para Portugal. O meu pai não viria do Brasil se eu não regressasse também.

(…) Gostava de ter feito uma carreira bancária em várias áreas dos bancos, gostava de ter chegado à sede do Citibank e trabalhar em Nova Iorque, e consegui. Ter trabalhado em Nova Iorque no dossier, na altura, mais importante, que era a dívida externa, como agora são os problemas das dívidas soberanas, foi muito bom. Aos 30 anos, quando fui para Nova Iorque, reportava directamente ao CEO, portanto foi uma oportunidade muito boa. 

Depois vim para Portugal privatizar um banco, aos 34 anos, o que à época, então, era uma revolução. E devo dizer que hoje, retrospectivamente, achei o acto do professor Cavaco um acto de coragem porque eu era um tipo novo. Aliás, isso gerou uma certa celeuma na velha guarda, que são grandes amigos meus, a maioria. Depois havia um sonho que não tinha cumprido. Eu nunca quis fazer uma carreira universitária, comecei por dar aulas como professor da Faculdade de Direito de Lisboa e depois dei aulas como professor convidado durante anos no Brasil, aqui novamente, na década de 90. Mas confesso que acho que não tenho jeito para a carreira académica. Só gosto da parte da comunicação. O que acho fascinante ao dar aulas é tentar passar o conhecimento prático e não o teórico, esse lê-se. 
(…) E na advocacia estava quase tudo por fazer? Entrei numa época em que foram feitas todas as privatizações. Primeiro, foram os bancos, mas depois foi a PT, a EDP, tudo. Havia aqui um nicho de oportunidade e mais, tinha a vantagem de quem vem do lado do cliente e da banca e de quem, portanto, conhece os produtos. Portugal estava a avançar para aquilo que tinha o mercado do qual eu já vinha. Por outro lado, a legislação mudou toda. Eu estava como que na estaca zero, no arranque. Comecei com zero clientes. Lembro-me que o primeiro caso que tive foi a compra pelo Central Hispano dos 20% do Amorim no BCP. E foi muito engraçado porque praticamente não tinha ninguém a trabalhar comigo, então eu fazia de sócio, advogado-assistente, estagiário, estafeta, ia ao Banco de Portugal buscar os formulários.

(,,,) Teve tantos anos de banca quanto de advocacia, mas sente-se advogado.

Eu já tinha advogado no Brasil, entrei no Citibank como advogado, cheguei a advogar fora do Citibank. Comecei a fazer direito trabalhista num Tribunal, a defender uma multinacional contra os seus trabalhadores. Estive na área jurídica praticamente novo anos e só depois é que eu passei para as áreas financeiras. A banca foi um acidente. Não, foi por vontade. Apaixonei-me. E agora regressa à banca, 20 anos depois.~~

Na verdade, eu nunca deixei a banca. Depois de ter saído do Fonsecas e Burnay, estive no conselho consultivo do Banif durante cinco anos, mais tarde no conselho consultivo no banco de investimento. E também tinha, enquanto advogado, muito trabalho com os bancos. E era administrador não executivo, com o dr. Raul Capela na holding Intesa San Paolo, um dos maiores bancos italianos. Portanto, mantive-me sempre muito envolvido, era presidente não executivo do Banco Caixa Geral no Brasil. Sim, mas agora faz parte do conselho de administração do maior banco português. Mas como não executivo. O papel de administrador não executivo tem uma dupla componente, uma de ter uma função de fiscalização e acompanhamento dos executivos, de uma forma mais partilhada do que numa concepção de conselho fiscal, que é mais convencional; e de outro lado, a partilha de certas decisões de teor mais estratégico, mais político. Coisas muito importantes. Muito importantes mas que não têm a ver com a gestão executiva do banco. 
No fundo, é ser um complemento construtivo. Mas porque é que tenta relativizar e minorar a importância do cargo que acabou de assumir? Não estou a minorar, mas a dizer aquilo que ele é. O cargo de administrador não executivo da CGD está como o cargo de chairman da Zon, ou administrador não executivo da Brisa. ~

Cargos ocupados por advogados seus colegas [Proença de Carvalho e João Vieira de Almeida, respectivamente]. Todos eles cargos importantes. Sim, mas foi com alguma mágoa, confesso, que vi algumas pessoas reduzirem o meu curriculum a ser irmão do Professor Marcelo… Isso não o irrita? Claro que não, gosto imenso dele - EXCERTO



Jaime rnandes RTP contrata filha de director - TV & Media - Correio da Manhã – Ele que  - segundo as nossas fontes, foi militante fundador do PPD/PSD,

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